Edigles Guedes
Constrange-me teus olhos maduros
Fitos em minha língua caduca.
É noute de flavo desespero
No meu ser moído, dor que trabuca!…
Torno-me nitente em teus róxidos
Olhos flamejantes, que me chamam
Para o conluio no teu colo avindo.
Olhos teus umbrosos, que mendigam
A quididade do ser dos olhos
Meus. O que há no âmago (esse seio esconso)
Dos teus olhos? Pérolas — que as colho
No mar de asas frondosas e íncola
Do meu peito brando — são destroços
Dos teus olhos liquefeitos, donzela!…
20-3-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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