Edigles Guedes
Cinjo-me de madrugada,
Como se cinge a Senhora
De sol, torpe, na alvorada;
Como o pingo d’água, agora:
Espelho d’alma, seguro
Pelos cabelos impuros
Da noite, oclusa, no brunir
A pia. Teu pintinho a tinir
Tranquilo, nos lençóis níveos
De encomenda. Onde estará o véu
Desta madrugada branca?…
Vagueio — vácuo vazio d’alma!…
Vagueio — cru, desço na calma
Escada da limpa barca...
5-3-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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