Edigles Guedes
O Vento — de cor azul e lasso —
Dobrou o páramo esquálido,
Na manhã que folgança de março.
Vento insólito e combalido!…
Nuvens aurifúlgidas e infractas,
Ao sabor do pincel de Verlaine,
Amalgamavam o céu. Transactas
Nuvens deambulavam, tais aerofones.
O Vento pascia as Nuvens plácidas!…
Eu regozijei-me co’a Pastora
Do meu Coração. Com mãos dúlcidas,
Ela cerziu paixão no tórax são
De mim. Eu declamei a gaiata Aurora:
Há Amor que se jubila o Coração!…
8-3-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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