Edigles Guedes
Lua sem sol, estrela sem carinho, bicho do
Mato sem toca ou ninho, nuvem sem pálido
Vento… Eu caminho sozinho com esse lodo
De angústia (por nome Amor), colado ou bem lido
Na testa do meu peito… O quê? Se me desato
A rir, serei tido e achado por crasso louco;
Se me desato a chorar, eu serie um exato
Misantropo sorumbático. Certo é: pouco
Sei de mim, pois no meu peito está desenhado
Essa tatuagem inconcebível, sedenta
Por tinta de Amor proscrito. Pássaro alado,
O qual bateu asas e voou, deixando-me a grita
De quem quer se libertar dos grilhões… Se assenta,
Porém, na rocha de Prometeu e sua desdita.
9-10-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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