Edigles Guedes
Sou de pedra: noventa e nove por cento
De areia, de pó, no sangue verde de barata!…
Sem qualquer brecha, eu me ergo, como essa lápide
Tumular… Que secura de seus sentimentos!…
Aqui, no almocávar da minh’alma, eu medito
Um cadinho sobre mim — criatura cordata…
Pois bem, no papel ofício, uma tangetoide
Eu traço, procurando o fio fraco e abscôndito
De união ao rés da pedra, que me desperdiça…
Ah! Que sangue de pedra!… Tropeço e carniça —
Eu sinto-me que sou; mas, há muito que penar!…
Por isso, faço-me de pedra exemplar, sem par
Na face da terra, que de vício e vaidade,
Vive-se divagando sem identidade…
17-10-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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