Edigles Guedes
Tu abanavas o leque com as mãos de sabres…
Ele regozijava-se, balançando-se
De um lado ao outro, como as palmeiras pálidas
Balançam-se na cadeira de balanço do
Vento vívido… O leque, lúbrico, de lebre
Pele, acaricia a tua tez tão casta! Esse close
De câmara digital revela, sobremodo,
A dor de tua alma mitopoética e árida!…
Ó leque leucêmico! por que faz inveja
Esse teu langor de enganador letífico?…
Sinto-me que, debalde, eu coro de cereja
Cor, ao ver-te, bela Dama, refrescando-te
Nos braços desse leque cruel e terrífico!…
Ó leque! sopra-me em ondas de dom-quixote!…
26-10-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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