Coração Passarinheiro

Edigles Guedes

Páginas de espáduas em que escrevo os meus versos
Com beijos pálidos, em mui destrambelhados
Beijos. A língua — esse ser minúsculo, terso,
Mas que faz grandes estragos — eu, tresmalhado,

Trago-a comigo em deslize de louco afago
Por tua pele de pantera sem melanina,
Albina, neve de branco gelo, de grado
Bom, de fogo candente. Ah! cútis, cantarina,

De morena em libido afogado por mares
Dantes não navegados, faz-me marinheiro
De ti, de tua pele: que me despoja os ares!…

Empacoto a minha língua no teu pescoço,
Minha cantatriz! Coração passarinheiro
Perde-se (encontra-se) em teu corpo de colosso!…

1-4-2010.

Aquário de Vida

À mercê dos favônios, Bisviver jigajoga, Bajogar a conversa, Retisnar os neurônios… Lida que se renova. Quem me dera essa trela… Fá...