Edigles Guedes
Ah! Esquecer-te, eu? Jamais! Acaso, o Amor é edifício
Da memória rabugenta de um apaixonado?…
Como hei de esquecer-te? Se me ensinas tão completo
Pulo de gato à noite, com suores abafados?…
Se tens tuas mãos a blandícia branda por ofício?…
Se me pejo com tuas pernas amarfanhadas
Nas minhas, repleto de eflúvios — fluidos de aroma
Agradabilíssimo… Em nossas almas tatuadas
Estão as lágrimas, entrelaçadas por insuetos
Olhos invisíveis, que evocam as ignívomas
Tardes de grama, sol e piquenique na praça…
Ah! Esquecer-te, eu?… Quem me dera fosse fácil deixar
Pra trás o Amor em qualquer esquina, sem arruaça!…
Oh! gaiato Amor, que vive em mim tão bem a cochilar!…
28-10-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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