Edigles Guedes
Uma barca afasta-se de velas pandas:
Vai galgando a linha do horizonte imberbe;
Vai largando as cordas, que a prende ao cais prenhe;
Vai deixando saudades com sua agra âncora!…
A solércia da barca é que atra desanda
Ao navegar os mares, tal como azerbes
Ao vento enfunado por bolhas champanhes…
Segue a barca pelo vasto oceano afora…
Uma barca — que arrefece o troar das ondas,
Que se esquece do dia findo em suas águas anchas,
Que alentece em pescar estrelas e conchas —
Sabe o quanto lhe custa, a arguta anaconda
Do mar, naufragar na sequiosa praia do Amor!…
Eis que a barca é albergadora desse alvor!…
28-10-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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