Edigles Guedes
Cada qual canta como lhe ajuda a garganta,
Diz o bom e velho provérbio popular...
Contudo, eu (que me desvaneço ao especular
Sobre as causas de minha pústula infanta)
Já não sei que padecimento é este, que me vai
N’alma assomando, assim devagarinho, sonso;
Já não sei porque tal falecimento se esvai
De meu legítimo canto de moinho monso...
Ó dolorosa garganta!... Que me não convém
Admoestar esta dor ladina no meu peito!...
Pois, os males de Amor não se espantam com cantar,
Inda que seja canto de sereias... Ai! que vem
Em mim o sofrer pérvio por Amor eleito!...
Pois, de males de Amor sentimos nau a navegar!...
15-10-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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