Edigles Guedes
Quando sentas nos meus joelhos,
A perna fica-te, sonsa,
Pendendo de cá para lá,
Como um pêndulo e aparelhos
De bom relojoeiro… Mansa
Voz afaga-me… Que opalas
São as tuas mãos!… Devagar, como
A caspa sem asma, eu fio-me
Nos teus cabelos tão louros
Para acudirem, sim, a mim
Os teus beijos flamívomos…
Susténs os chinelos, firmes,
Com os dedinhos calouros
E tua pele de carmesim…
22-10-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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