Edigles Guedes
Desvencilhei velas pandas,
Adornei leme ríspido.
Enfunou vento tórrido
Os fiapos de velas findas...
A embarcação mui flutuava
Pelo mar de desgrenhados
Cabelos. Ventos salgados,
Nefandos, que a nau empurrava.
Esta nau Fado é. Férvidos
Ventos são teias, quando Parcas
Indômitas tecem Fado.
Que Fardo é esse? Que peso
Nos ombros! Nas mãos: Noé de arca?…
Nau tosca, ventos ilesos!…
14-3-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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