Edigles Guedes
Paixão penosa e desenfreada, eu avezei-me
A ti. Cuidei que fosse um mero silvo
De pássaro canoro, que chove, e alvo,
Sua lira, antes de abrir cântaro de fome.
Paixão anojosa e alambreada, eu acostumei-me
Com teu toscanejar de hipopótamo, avô
De pântanos, que ardem no metano calvo
Da minh’ma!… Onde me acudiu o azedume
Dessa Paixão? Em que salmo ou provérbio, crespo,
Eclipsaste a tu’alma? Mudo, fizeste-me
Calado. O Teu sacrifício na cruz, lume
Dos cristãos; serve-me de bússola. Apulpos
Suportaste por mim. Eu — alguém sem velame
Que açodasse o navio da lida ao destempo!…
4-3-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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