Edigles Guedes
Es schweigt die Seele den blauen Frühling.
Georg Trakl
Desperto-me do sono anômalo da noite gelo.
Despeço-me da madrugada de nariz adunco
E empertigado. A cama geme seu gemido tolo
E derradeiro. Espelho, fosco, cicatriza-me; asco
Da manhã febril que raiou azul. Silente primavera
Co’alma de criança e seu trebelho. Arredei-me, pulo
Acrobático, do meu modo de dormir. À vera
Ou à brinca, vou jogar a toalha no banheiro. Açulo
O cão de caça-mantença. Estou com fome, o café
Quentinho descansa na mesa posta. Apostato a fé
Nas sandálias de domingo. Escanhoo a face da nua lua
De sol. Quem se barbeia no espelho?A briosa máscara
(Que se cobre o rosto) é parecida contigo... Amoras
Bombardeiam tu’alma. Singra a máscara, Tejo, na falua!…
5-3-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
À mercê dos favônios, Bisviver jigajoga, Bajogar a conversa, Retisnar os neurônios… Lida que se renova. Quem me dera essa trela… Fá...
-
Edigles Guedes Páginas de espáduas em que escrevo os meus versos Com beijos pálidos, em mui destrambelhados Beijos. A língua — esse ser ...
-
Dali a pouco, Tatu, de louco, Me fez barulho E diz bobagem. Pespega soco, Me faço mouco. Ouvido sério; Conversa, não. E sai emb...
-
Desperto, em plena Manhã, com planos De ler um livro Fugaz, que lavro De mui pequeno, Em dia quínio … Contém na caixa: Dilúvio, ...