Edigles Guedes
Tu escovavas os dentes por entre espumas
Dalgum dentifrício. E, enquanto escovavas,
Deixavas transparecer no vidro d'alma
O teu sorriso. Ah! manhã que se louvava...
Teus olhos garços, no espelho translúcido,
Rumorejavam o alisar da água verde
Na pele da pia matutina. Roupido
Em meu roupão azul-marinho, a septicorde
Mãos minhas naufragavam em tua cernelha.
Esgarcei uma carícia na minha ovelha
Benquista. Tu me olhavas languidamente.
A água (como riacho cândido, que inerte,
Mira no horizonte da cachoeira) troou:
— Beijas esses dentes alvos, senão eu me acamboo!...
13-2-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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