Edigles Guedes
Peregrino eu sou desta terra estranha
(Algibeira para mim), por isso o aço
Das palavras a brotarem entranhas
Em mim – cavalo búfalo sem laço,
Sem rédea ou bridão para segurá-lo!
Peregrino, estou a perguntar: começa
Aonde esse cego nó de bucéfalo
Pedestre, sem trânsito que me meça
Da avenida da minh’alma aos mazorros
Pés de lata e angústia do meu corpo em rua?
Levanta-te! pare de andar a zorro
Por aí: a vida não estanca! Toda cruel, crua,
Ela (a vida) recria-se em ébrio forró
De peregrinos semens e vulvas nuas!
31-8-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
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