Edigles Guedes
Nenhuma arte na porta da sala de
Estar, nenhum caminhar de cágado
Com os passos rentes ao ser de alarde
Em mim, nenhum barulho endomingado,
Nenhum cheiro no meu rosto de abrolhos
E vácuo dos automóveis cortantes
Dentes, nenhum fungar de esbeltos olhos,
Nenhum dourado beijo de pé arfante…
Mas, vestida, qual Dama da Camélia,
Você desalinha da gravata o nó.
Você diz-me doces sem contumélia;
Você desata-me o cinto da calça;
Você deixa-me estarrecido, áfono;
Você transforma a terra em céus sem alças!…
31-8-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
À mercê dos favônios, Bisviver jigajoga, Bajogar a conversa, Retisnar os neurônios… Lida que se renova. Quem me dera essa trela… Fá...
-
Edigles Guedes Lua sem sol, estrela sem carinho, bicho do Mato sem toca ou ninho, nuvem sem pálido Vento… Eu caminho sozinho com esse lo...
-
Desperto, em plena Manhã, com planos De ler um livro Fugaz, que lavro De mui pequeno, Em dia quínio … Contém na caixa: Dilúvio, ...
-
Edigles Guedes Cheiro de goiabada sobe pelo ar, Mas é só lembrança do antigo lar, Em que maravilhosa doceira — Minha mãe — fazia s...