Edigles Guedes
Por que a pedra no meio do meu caminho
Não é igualzinha a pedra do vizinho?
Preciso aprender a fazer das pedras
Uma fortaleza ou forte, que medra
No imo. As pedras que jogaram em mim,
Com o tempo faleceram em jasmim,
Tornaram-se um canto – entrave de cisne,
Tornaram-se meu titubeante tisne.
Fugiu em mim um fôlego de gota
De chuva. Deságua cachoeira rota
Que pole a pedra triste, mocoronga.
Hoje, chora em meu peito transparente
Essa dor rente de peixe sem dentes,
De dor sem ferida, sem trapizonga.
5-8-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
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