Edigles Guedes
Um pardal fez seu ninho nos caibros da
Área de serviço, agora, alegrinho,
Vive a pipilar sua canção antípoda:
Diametralmente contrário ao carinho
Da chuva esguia, ensimesmada e oblíqua;
Contrário ao hálito – que abraço do Sol
Rubicundo!… Uma flor, reta e longínqua,
Lamenta-se da sorte de girassol
De sua partida; pois, amanhã já não
Existirá névoa flor, mas sim como
Pó de fenecida flor na contramão
De sua história de vida!… Eu (que sou beliz)
Vivo a espiar o pardal salobro e acromo,
Que pousa na pétala da flor feliz!…
12-9-2010.
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
À mercê dos favônios, Bisviver jigajoga, Bajogar a conversa, Retisnar os neurônios… Lida que se renova. Quem me dera essa trela… Fá...
-
Edigles Guedes Páginas de espáduas em que escrevo os meus versos Com beijos pálidos, em mui destrambelhados Beijos. A língua — esse ser ...
-
Dali a pouco, Tatu, de louco, Me fez barulho E diz bobagem. Pespega soco, Me faço mouco. Ouvido sério; Conversa, não. E sai emb...
-
Desperto, em plena Manhã, com planos De ler um livro Fugaz, que lavro De mui pequeno, Em dia quínio … Contém na caixa: Dilúvio, ...