Edigles Guedes
Tic-tac!… O relógio da sala de estar bate
Meia-noite em ponto. Exausto do dia findo, arrasto-me
Para a cama de casal espaçosa e larga,
Pois quero deleitar-me em teu corpo… Ah! boa atração
Fatal de dois corpos jungidos pelo enlace
De lençóis brancos — alvos como esse embate
Da neve com a lã de algodão… Defendo-me,
Ataco-te co' uma cautela assaz amarga —
Minhas pernas (bambas de Amor) fazem, de reação
Em ação, a festa de travesseiros. Ao alcance
De nossas mãos está o desenlace amoroso:
Sorrisos de coxas e ilhargas desusadas,
Peitos arfantes declamam estrofes suadas,
Braços galantes sussurram meu hino amavioso!…
Inspire-se. Surpreenda-se. Viva com leveza. Aproveite os sonetos. O romance. A desilusão. O amor. Leia e curta.
Aquário de Vida
À mercê dos favônios, Bisviver jigajoga, Bajogar a conversa, Retisnar os neurônios… Lida que se renova. Quem me dera essa trela… Fá...
-
Edigles Guedes Páginas de espáduas em que escrevo os meus versos Com beijos pálidos, em mui destrambelhados Beijos. A língua — esse ser ...
-
Dali a pouco, Tatu, de louco, Me fez barulho E diz bobagem. Pespega soco, Me faço mouco. Ouvido sério; Conversa, não. E sai emb...
-
Desperto, em plena Manhã, com planos De ler um livro Fugaz, que lavro De mui pequeno, Em dia quínio … Contém na caixa: Dilúvio, ...