O
fascínio deste castelo dura por séculos a fio
De navalha,
corta em pedaços maduros o fruto do frio,
Reflexão das dúcteis
correntes,
que abrem as portas do castelo
E seu fosso, visto que lama
olorante
e esgoto
(de
tão tolo!)
Navegavam
já por aquelas bandas, uns tantos vomitados.
Cravejava
o Sol as pelúcias de suas luzes agonizantes.
De manhã, solfeja
um canário, perdido nesses horizontes.
Enquanto isso, vejo um
mané-magro, raquítico, demitidos
Os esgares tardos de
ordinária tartaruga, com seus rogos,
E caçado as benevolências
e benfeitorias da ruga;
Pois, restou-me vastos os mares da
consciência, que me cega!…
Longe,
ao longe, ruge alguns ventos destemidos por um pascigo,
Sinto a
relva-grude-e-fantástica assenhorear-se de mim…
Neste
agora, justo agora, lembro-me que sou atônito abdômen!…
Autor:
Edigles Guedes.